oq vc acha do novo "look" do pyerkey

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ficapamanhãfalow?????

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Como as mulheres dominaram o mundo

Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031 sobre como as mulheres dominaram o mundo.
— Foi assim que tudo aconteceu, meu filho... Elas (1) planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos. Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso (2) na ocasião. Parecia brincadeira. Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.
— E aí, papai?
— Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles (3) pensavam que o assunto fosse telenovela. Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. "Oi querida!", por exemplo, era a senha que identificava as líderes. "Celulite", eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".
— E vocês? Não perceberam nada?
— Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior: Continuávamos a ajudá-las (4) quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.
— Aí, veio o golpe mundial?
— Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa. Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no (5) pelo ponto fraco, coitado. Já lhe (6) contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente...
— Como era mesmo o nome dele (7)?
— William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci... Desculpe, filho, já faz tanto tempo...
— Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue...
— Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora... Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna par a Mandona...
— Pai, conta mais...
— Bem filho... O resto você já sabe. Instituíram o Robô "Troca-Pneu" como equipamento obrigatório de todos os carros... A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho... E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...
— TPM?
— Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis... É quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear...
— Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...
— Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas...

domingo, 31 de julho de 2011

Cara de lua

Você sabe oque é cara de lua???...???....?


da uma olhada nesse cara >>>>>>




Cara de lua para umas pessoas é aquela cara grande redonda e branca, mas na verdade a cara de lua não passa de evoluções inter-raciais e culturais que foram dar a uma expressão feliz, espantada, orgulhosa e emocionante...Tipo oque o coringa do Batman sentia...




É  a mistura de:




*Olhos esbugalhados;
*Estremidades das narinas abertas (dentro e fora);
*Labio superior arqueado pra cima;
*Labio inferior aberto e firme;
*Olhos supercentrados em algo;
*Nervos do pescoço forçados.


da nisso:
























Eu vou falar um pouco mais sobre caras aqui...tem a cara de paisagem, fogo gelo, aguia, avião até de TV!!.......


Agora vou testar uma expressão aqui pra ver se pega....






BRAZIL! MARROCO! LONDON TO IBIZA!!
Não quero saber! só sei kenoisnafita!!

sábado, 30 de julho de 2011

Uma historia sobre lixo..(não é considerado engraçado porque hoje não é quinta)


Encontram-se na área de serviço. Cada um com o seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
— Bom dia.
— Bom dia.
— A senhora é do 610.
— E o senhor do 612.
— Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
— Pois é ... — Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo ...
— O meu quê?
— O seu lixo.
— Ah...
— Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena.
— Na verdade sou só eu.
— Humm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
— É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar.
— Entendo.
— A senhora também.
— Me chama de você.
— Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim.
— É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas como moro sozinha, às vezes sobra.
— A senhora... Você não tem família?
— Tenho, mas não aqui.
— No Espírito Santo.
— Como é que você sabe?
— Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
— É. Mamãe escreve todas as semanas.
— Ela é professora?
— Isso é incrível! Como você adivinhou?
— Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
— O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
— Pois é ...
— No outro dia, tinha um envelope de telegrama amassado.
— É.
— Más notícias?
— Meu pai. Morreu.
— Sinto muito.
— Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
— Foi por isso que você recomeçou a fumar?
— Como é que você sabe?
— De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
— É verdade. Mas consegui parar outra vez.
— Eu, graças a Deus, nunca fumei.
— Eu sei, mas tenho visto uns vidrinhos de comprimidos no seu lixo...
— Tranquilizantes. Foi uma fase. Já passou.
— Você brigou com o namorado, certo?
— Isso você também descobriu no lixo?
— Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
— É, chorei bastante, mas já passou.
— Mas hoje ainda tem uns lencinhos.
— É que estou com um pouco de coriza.
— Ah.
— Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
— É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
— Namorada?
— Não.
— Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
— Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
— Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
— Você está analisando o meu lixo!
— Não posso negar que o seu lixo me interessou.
— Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la . Acho que foi a poesia.
— Não! Você viu meus poemas?
— Vi e gostei muito.
— Mas são muito ruins!
— Se você achasse eles ruins mesmos, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
— Se eu soubesse que você ia ler ...
— Só não fiquei com ele porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
— Acho que não. Lixo é domínio público.
— Você tem razão. Através dos lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
— Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
— Ontem, no seu lixo.
— O quê?
— Me enganei, ou eram cascas de camarão?
— Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
— Eu adoro camarão.
— Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode... Jantar juntos?
— É. Não quero dar trabalho.
— Trabalho nenhum.
— Vai sujar a sua cozinha.
— Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
— No seu lixo ou no meu?
 Luis Fernando Verissimo